Pindorama

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República Sindicalista de Pindorama
bandeira de pindorama
Brasão de Armas
Bandeira Nacional Brasão
Hino nacional:
Gentílico: Pindoramês/Pindoramesa

Localização Pindorama

Localização de Pindorama em Adalar.
Capital Novus Fortale
Cidade mais populosa Novus Fortale
Língua oficial Portucalle
Governo República Sindicalista
 - Presidente do Conselho Sindicalista Nacional Marcus Apuã
Área  
 - Total 467.215 km² km² 
População  
 - Censo 55.000.000 hab hab. 
 - Densidade 117,7 hab./km² hab./km² 
PIB (base PPC)
 - Total $ ~25 bilhões 
 - Per capita $ ~454,5454 
Moeda dora (Da)
Cód. ISO pi
Cód. telef. +77

República Sindicalista de Pindorama (RSP), também conhecida simplesmente como Pindorama. É uma república sindicalista pluripartidária. Na constituição, descreve-se como um sistema multipartidário de cooperação e consulta política sob a liderança do Conselho Sindical Nacional (CSN) e como uma "ditadura proletária liderada pela classe trabalhadora e baseada na aliança de trabalhadores industriais e rurais". Tem jurisdição sobre cinco regiões: Centro-Oeste, Norte, Leste, Oeste Insular, Sul e o Distrito Federal). A capital da RSP é Novus Fortale, localizada no distrito federal, uma das duas ilhas do grande lago Iara.

Geografia[editar | hide all | hide | editar código-fonte]

Pindorama - carta topográfica

Topografia[editar | hide | editar código-fonte]

O relevo Pindoramês é formado, quase que em sua totalidade, por planícies. Do litoral, ao início das formações rochosas que anunciam as serras do Leste. Além das planícies ao Centro e ao Oeste, o Centro de Pindorama é lar do lago de Iara, este lago é formado por uma profunda depressão absoluta. Seguindo quase que a totalidade do extremo Leste, as serras delimitam as fronteiras orientais de Pindorama e, por conta de sua altitude e formação topográfica, torna-se uma região de difícil acesso.

Ilhas e costa oceânica[editar | hide | editar código-fonte]

Pindorama - mapa climático

A costa de Pindorama é, em sua totalidade, uma região de clima de floresta tropical, caracterizado pela elevada temperatura média do ar; entre 24 °C e 27 °C, com média mensal sempre superior a 18 °C e pela alta pluviosidade (superior 2000 mm de precipitação total anual e precipitação média mensal superior a 60 mm em todos os meses do ano

Centro, Centro-Leste, Norte e Sul[editar | hide | editar código-fonte]

O clima tropical de savana, também conhecido por clima savânico, clima tropical com estação seca, clima tropical de estações húmida e seca ou ainda clima tropical semi-úmido é um tipo de clima que corresponde às categorias "Aw" e "As" de classificação climática de Köppen-Geiger. Os climas de savana têm temperaturas médias mensais acima de 18 °C em todos os meses do ano, e possuem tipicamente uma estação seca bem pronunciada, com o mês mais seco tendo menos de 60 mm de precipitação e também menos de 100 mm de precipitação anual.

extremo Leste[editar | hide | editar código-fonte]

O clima semiárido, também conhecido como clima de estepe, é um tipo de clima típico de regiões que recebem precipitação abaixo da evapotranspiração potencial, mas não tão baixa quanto a de um clima desértico. Existem diferentes tipos de climas semiáridos, dependendo de variáveis como a temperatura, e eles dão origem a diferentes biomas. O clima semiárido é classificado como BSh ou BSk, que são tipos caracterizados pela baixa umidade e pouco volume pluviométrico. Na classificação mundial do clima, o clima semiárido é aquele que apresenta precipitação de chuvas média entre 200 mm e 500 mm.

Extremo Leste montanhoso[editar | hide | editar código-fonte]

O clima subtropical úmido designa os climas Cfa e Cwa são descritos como climas subtropicais úmidos ou climas temperados suaves. Estes climas apresentam temperaturas médias no mês mais frio entre 0 °C ou −3 °C e 18 °C e temperaturas médias no mês mais quente de 22 °C ou superior.

Pré-colonização (? - 5549):[editar | hide | editar código-fonte]

Índios Iput registrados em 5560

A costa de Pindorama, ao longo dos milênios, foi percorrida e ocupada por inumeráveis povos indígenas. Disputando os melhores nichos ecológicos, eles se alojavam, desalojavam e realojavam, incessantemente. Nos últimos séculos, porém, os índios de fala Iput, bons guerreiros, se instalaram dominadores, na imensidade da área, tanto a beira mar, ao longo de toda a costa Centro-Norte da Letânia, até se defrontar com as serras continente adentro, como que se esparramando ao longo da costa, alargando suas fronteiras na beira das serras. Figura-se assim o território desconexo que veio a ser chamado de “Pindorama” pelos índios Iput. Não era, obviamente, uma nação, porque eles não se sabiam tantos nem tão dominadores. Eram, tão-só, uma miríade de povos tribais, falando línguas do mesmo tronco, dialetos de uma mesma língua, cada um dos quais, ao crescer, se bipartia, fazendo dois povos que começavam a se diferenciar e logo se desconheciam e se hostilizavam.

Se a história, acaso, desse a esses povos Iput uns séculos mais de liberdade e autonomia, é possível que alguns deles se sobrepusessem aos outros, criando chefaturas sobre territórios cada vez mais amplos e forçando os povos que neles viviam a servi-los, os uniformizando culturalmente e desencadeando, assim, um processo oposto ao de expansão por diferenciação.

Nada disso sucedeu. O que aconteceu, e mudou total e radicalmente seu destino, foi a introdução no seu mundo de dois protagonistas novos, o auber e o abrasiano. Embora minúsculo, os grupelhos auber e abrasiano, recém chegados de além-mar eram agressivos e capazes de atuar destrutivamente de múltiplas formas. Principalmente como uma infecção mortal sobre a população preexistente, desabilitando-a até a morte.

Esse conflito se dá em todos os níveis, predominantemente no biótico, como uma guerra bacteriológica travada pelas pestes que o auber trazia no corpo. No ecológico, pela disputa de território, de suas matas e riquezas para outros usos. No econômico e social, pela servidão que jogou o índio, pela mercantilização das relações de produção, que articulou os novos mundos ao velho mundo de Astarte e Hyrvil como provedores de gêneros exóticos, cativos e metais preciosos.

No plano étnico-cultural, essa transfiguração se dá pela gestação de uma etnia nova, que foi unificando, na língua e nos costumes, os índios desengajados de seu viver gentílico, os homens livres de Ay-Bras e os conquistadores de Auberon. Era uma nova Pindorama que surgia, construída com os tijolos dessas matrizes à medida que elas iam sendo desfeitas.

Invasão e colonização (5.550 – 5.913):[editar | hide | editar código-fonte]

As tribos dos povos Iput tiveram seu primeiro contato com os povos civilizados com os náufragos abrasianos que, vez ou outra, ocorriam em suas margens. Os sobreviventes desses acidentes históricos que, advindos de terras longínquas, não sabiam falar a língua dos nativos, muito menos como eles se organizavam e viviam, pouco influenciaram a região nesse primeiro momento. Muitos morreram, outros foram assimilados pelos Iput e, alguns poucos, foram canibalizados em rituais antropofágicos muito comum nas guerras endógenas dos povos Iputs.

Apenas entre 5.550 e 5.590 que Ay-Bras e Auberon entram em contato direto com os nativos no território de Pindorama. Os abrasianos, chegando primeiro e estabelecendo seus postos avançados e benfeitorias ao longo da costa, rapidamente encontraram formas astuciosas de aliciamento. Através do “cunhadismo”, a instituição mais importante da vida dos Iput, os abrasianos, homens do mar em sua maioria, se casavam com mulheres Iput e geravam um vínculo entre os nativos e os assentamentos abrasianos. Em troca de metais preciosos, cativos, drogas do sertão, raízes da terra, frutas e outros exóticos, os abrasianos entregavam ferramentas de metal, vestimentas, pólvora, armas de fogo e sal. Não demorou para que tanto os Iput da costa, quanto os assentamentos abrasianos, engendrassem uma composição étnica diferenciada, uma cultura sincrética própria e até mesmo uma forma crioula do ay-brasilico para comunicação. Não demorou muito, incursões sertões adentro fossem realizadas em busca de mais metais preciosos, cativos e drogas do sertão.

Registro de um nobre auber cobrando os impostos da coroa

Nesse mesmo espaço de tempo, até mesmo algumas décadas antes dos abrasianos, os conquistadores de Auberon começaram a estabelecer seus primeiros postos avançados na costa, entrando em contato com os assentamentos de Ay-Bras e estabelecendo, a princípio, relações cordiais, apesar de pouco proveitosas, já que nesse primeiro momento os aubers não estavam interessados numa colonização em larga escala. Tudo isso muda quando em 5.659 o império de Auberon inicia uma política expansionista agressiva na costa de Pindorama. Motivada pelos ataques frequentes a seus navios por piratas advindos do Norte que, apesar de não serem formalmente parte de Ay-Bras, encontravam portos seguros pelos mares do Norte. Auberon inicia uma campanha militar determinada a fustigar os assentamentos abrasianos na região de Pindorama. Os assentamentos, cada vez mais transfigurados em algo novo, próprio de Pindorama, resiste aos avanços. Apenas quando Auberon, recrutando diversas tribos nativas dos sertões de Pindorama ao logo dos pés das serras, consegue isolar os assentamentos e submeter, em 5714, o último porto ao seu domínio, plasmando a cultura auber a esse novo povo dos assentamentos e amarrando o resto do território da contemporânea Pindorama em uma colônia unificada, organizada em territórios concedidos pela coroa de Auberon e concessões especiais para as cidades já formadas.

A influência política e econômica de Ay-Bras se esvai lentamente após o primeiro impacto realizado por Auberon, que com exceção dos assentamentos portuários já estabelecidos, busca transformar a colônia num mero centro de extração mineral e agrário. É nesse momento, com a união da dos conquistadores auber, com os crioulos dos assentamentos que a língua portucalle surge. Nome este por ter surgido nos portos de Pindorama, os locais de mais sincretismo cultural da região.

A primeira república (5914-5979):[editar | hide | editar código-fonte]

Em 5.840 a colônia de Pindorama, que já tinha passado por 2 ciclos produtivos (o do extrativismo vegetal com pouca extração mineral e o ciclo da cana-de-açúcar), passa agora por seu terceiro ciclo produtivo: o ciclo de extração mineral em larga escala. Mas, diferentemente dos ciclos anteriores, a extração mineral em larga escala, com os depósitos descobertos ao longo das serras, leva a um surto de urbanização. No entanto, a cora de Auberon, buscava assegurar o status de colônia para Pindorama, espremendo as margens de lucro dos mineradores e beneficiadores do metal pindoramês. As constantes “derramas” (nome do imposto cobrado pela coroa auber sobre os metais preciosos) levaram a inúmeras revoltas, até que em 5910, um episódio conhecido como “a inconfidência penedense” e, o subsequente enforcamento e esquartejamento de seu líder, Adriano Suassuna, desencadeou uma série de rebeliões que culminaram na revolução nacional Pindorama.

Registro de Simon Ulianov, marechal responsável pela vitória das forças de Pindorama na 1ª guerra de libertação nacional, fundador da 1ª República

A guerra durou entre 5910 à 5914, com a declaração de paz com honra. Onde Pindorama declarou sua independência, mas se comprometeu a pagar pesados impostos pelos próximos 100 anos pelos “melhoramentos” estruturais, sociais e econômicos oferecidos por Auberon.

A 1ª república refere-se ao regime político que surge ao fim da revolução nacional Pindoramesa, uma guerra de libertação nacional travada entre as nações de Pindorama e Auberon. A 1ª república, fundada por Simon Ulianov, demarca uma mudança mais geopolítica e econômica, que social. Apesar do regime possuir, inegavelmente, um caráter anticolonial e burguês, o fato persistia que as reformas modernizantes iniciadas por Ulianov em 5914 lograram assegurar, especialmente nas cidades, a quebra das relações servis de produção, inflando uma classe até então insignificante na economia Pindoramesa: a burguesia industrial. O fim das relações de produção servis nas cidades, somadas a unificação dos direitos trabalhistas entre todos os operários urbanos levou a um crescimento econômico estrondoso, ao passo que as massas citadinas também se beneficiaram do primeiro surto industrializante de Pindorama. Apesar de fundar a "1ª república de Pindorama", o Estado dirigido por Ulianov pode ser melhor caracterizado como um regime de força, caudilhista.

No entanto, três grandes questões ainda pairavam sobre a república: 1) as indenizações da guerra de independência; 2) o não rompimento das relações de produção servis no campo e nas minas; e 3) A crescente concentração e politização de uma classe trabalhadora industrial.

As indenizações da guerra de independência[editar | hide | editar código-fonte]

Após a vitória parcial das forças insurrectas com o sítio da antiga Fortale, o tratado de Inhanomeme foi assinado garantindo a vitória de facto das forças Pindoramesas. No entanto, essa vitória veio a auto custo. Já que o bloqueio econômico imposto por Auberon impedia qualquer tipo de esforço nacional para a reconstrução do país após dez longos anos de guerra total. Além disso, a marinha Auber estava inconteste nas águas nacionais Pindoramesas, os bombardeios costeiros sobre as cidades mais industrializadas que estavam, em sua maioria na costa, levou a chamada "paz com honra", onde a independência de Pindorama estava atrelada ao pagamento de reparações ao Império de Auberon pelos "investimentos e melhorias realizados por todo o território colonial". A “declaração de independência pela metade”, como ficou popularmente conhecido esse compromisso com os antigos colonizadores, tornou a nova república um regime extremamente frágil, especialmente porque medidas de pesada austeridade foram impostas para que os compromissos com Auberon fossem honrados.

A modernização urbana em contraponto a conservação do campo[editar | hide | editar código-fonte]

Camponeses Pindorameses liderados Por Otávio Atapaz durante a revolução dos descalços - 5930

Além da "declaração de independência pela metade", a necessária aliança entre a burguesia nascente das cidades e os tradicionais latifundiários leais a Pindorama, levou a um processo de modernização sui generis onde, ao passo que as cidades cresciam, as relações servis eram rompidas e a relação capital x trabalho passava a ser regulada ostensivamente pelo Estado; no campo o contrário ocorria. As relações servis foram mantidas e, a exploração dos camponeses e extrativistas nas mãos dos latifundiários e capitalistas rurais de ascendência Auber, era a mesma dos tempos de colônia.

Pela aliança com os latifundiários realizada pelo novo regime sobre a questão camponesa, muitas rebeliões explodiram durante a 1ª república ao longo de toda Pindorama, como a revolta dos Hulus (5915), a Iputizada (5924), a revolução dos descalços (5930) etc.

Ao longo da 1ª república, no entanto, fica clara a incapacidade das chamadas "ligas camponesas" em enfrentar o julgo do latifundiário e do Estado Pindoramês sem uma aliança com o proletariado urbano. Os trabalhadores do campo só passam a ter uma ação política mais organizada quando os camponeses são paulatinamente substituídos pelos operários rurais, devido a mecanização do campo e expansão das relações capitalistas de produção da cidade em direção ao campo, fruto da prosperidade econômica do capitalismo urbano, frente a estagnação da servidão rural.

A crescente concentração e politização de uma classe trabalhadora industrial[editar | hide | editar código-fonte]

Primeira greve geral Pindoramesa - 5960

Com a rápida passagem de uma economia servil e de pouco beneficiamento industrial no início de 5914, para uma economia em vertiginoso processo de industrialização, Pindorama desenvolve uma massa de trabalhadores assalariados urbanos que, por sua concentração territorial e importância na cadeia produtiva, tornavam-se cada vez mais conscientes de seus interesses de classe. O roubo anual que limpava os cofres da nação em nome da satisfação dos antigos colonizadores, somados aos inescrupulosos capitalistas que depenavam a classe trabalhadora, superexplorando o operariado para garantir margens de lucro crescentes, frente ao insaciável neocolonialismo Auber.

O processo de concentração proletária atinge seu limite em 5960: a primeira greve geral de Pindorama é realizada. Unindo os proletários das cidades, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) é formada no calor do momento. A greve é desmantelada em uma semana, com a participação do exército, junto a polícia na repressão dos grevistas. As lideranças operárias que conseguem escapar dos gendarmes da 1ª República Pindoramesa, embrenham-se floresta adentro, pra se refugiarem no extremo Norte de Grinquercheve, que já contava com uma minoria pindoramesa fruto de uma migração forçada decorrente da revolta dos descalços (5930). No entanto, mesmo com a derrota frente ao Estado, as sementes políticas e organizativas da primeira greve geral de 5960 só atingem seu zênite durante a segunda greve geral, desencadeada em 5980 com a crise econômica do petróleo, somada a inflacionária decorrente da rápida industrialização. As diferentes forças Pindoramesas derrotadas em Grinquercheve do Norte retornam para sua terra natal, se reorganizam e bifurcam-se em duas novas organizações, PEP e MCR, ambas organizações tornam-se os elementos que selam o elo entre campo e cidade; entre os operários urbanos, mineiros, operários rurais e camponeses.

Por fim, para entender o fim da 1ª república, torna-se necessário visualizar que os trabalhadores industriais, setor mais intelectualizado da classe trabalhadora, mas, também os proletários rurais, vítimas constantes dos latifundiários de ascendência auber, foram os setores mais prejudicados e ressentidos pelos rumos da guerra de independência. Para as classes dominantes, a burguesia das cidades, os latifundiários dos sertões e os burocratas do Estado, a nova república entregou tudo que foi prometido. Já os proletários urbanos, rurais e os camponeses pobres se sentiram traídos e ainda presos em um Estado colonial que os oprimia política, étnica e culturalmente. Onde os recursos de seu trabalho e nação eram roubados para alimentar os "parasitas da classe dominante" e os "parasitas além-mar" de Auberon.

A segunda república (5980 – Hoje):[editar | hide | editar código-fonte]

Pindorama - mapa político
Pindorama - Divisão regional
Em 5980, após a intervenção violenta das forças policiais em uma greve de estivadores no porto de Macaió, que levou a morte de 14 trabalhadores e o ferimento de outros 87, uma greve geral chamada pela Central Geral dos Trabalhadores (CGT) levou a 10 dias de paralisação total dos ramos econômicos de Pindorama e, com a reação ainda mais violenta do Estado, a uma sangrenta guerra civil que durou 10 longos anos. Com a vitória do Exército Revolucionário Pindoramês (ERP), Marcus Apuã, presidente do Conselho Sindical Nacional (C.S. Nacional)  declarou a segunda independência de Pindorama, rompendo o pagamento de reparações para Auberon e declarando a República Sindicalista de Pindorama (RSP).

Desde então, uma nova constituição foi promulgada, o país reorganizado, as classes dominantes oprimidas e esmagadas e a economia Pindoramesa completamente reorganizada pelo modelo de cooperativa sindicalista. Com a economia livre do irracional desperdício de recursos provocado pela anarquia da produção e, agora orientada pelos planos quinquenais, o gigantesco surto produtivo dos últimos 20 anos (também conhecido como o grande salto) logrou recuperar e, até mesmo ultrapassar, a produção do pré-guerra. A indústria pesada e o complexo militar-industrial tornaram-se os pontos fortes da economia de Pindorama, além da histórica produção de viveres em seu vasto e fértil território tropical. Apesar desses avanços, o setor de bens não duráveis, ou semi duráveis, assim como quase todos os bens de consumo para a população civil, são relativamente escassos ou de baixa qualidade. A população de Pindorama, por tanto, apesar de sua alegria e inventividade, vive uma realidade espartana.

A segunda independência garantiu a verdadeira soberania para o povo pindoramês, no entanto, só o destino dirá se o sonho de liberdade e sindicalismo se manterá vivo, ou se será esmagado pelas forças coloniais e os interesses da burguesia internacional. Pátria ou morte! Venceremos!

Política[editar | hide | editar código-fonte]

Os ciclos políticos de Pindorama são divididos em três partes fundamentais: 1) A política no período colonial; 2) a política da 1ª República e 3) a política da República Sindicalista. A organização do poder na sociedade tribal, prévia a colonização do Império de Auberon e dos assentamentos e benfeitorias de Ay-Bras é tratado na sessão antropológica.

Política no período colonial[editar | hide | editar código-fonte]

Política da 1ª República[editar | hide | editar código-fonte]

A política da primeira república Pindoramesa é marcada por dois momentos fundamentais: 1) O Estado Revolucionário, que marca o início do processo revolucionário até o exílio de Simon Ulianov (5910 - 5919); e 2) A República de Facto, a reorganização do poder republicano pelas forças oligárquicas regionais após o exílio de Simon Ulianov.(5919 - 5979).

O Estado Revolucionário[editar | hide | editar código-fonte]

Política da República Sindicalista de Pindorama (2ª República)[editar | hide | editar código-fonte]

A dinâmica da república sindicalista é caracterizada pela tensão entre a burocracia dos sindicatos e os trabalhadores especializados (técnicos), em contraponto aos trabalhadores não especializados (operariado). Outra relação política no campo interno da república é o tensionamento entre os sindicatos urbanos, voltados a produção industrial; e os sindicatos do campo, voltados ao extrativismo e agricultura. Muitos analistas se questionam sobre a capacidade do Conselho Sindical Nacional (C.S.N.) e do regime de república sindicalista como um todo em manter a estabilidade do Estado, já que, após a obliteração da burguesia, as contradições intraproletárias tomaram o primeiro Plano e as diferentes alas do C.S.N. Lutam por hegemonia.
Bandeira da República Sindicalista de Pindorama
Além de uma ativa dinâmica política interna, a República Sindicalista de Pindorama (R.S.P.) tem que lidar com as consequências de sua segunda independência. Não só Auberon, sua antiga metrópole, como também os aliados de Auberon, os Estados membros da liga dos povos livres, se apresentam como possíveis inimigos dessa jovem nação que busca se autodeterminar em quanto povo.

Por outro lado, um campo cada vez mais amplo de Estados proletários se levanta no horizonte. Emissários foram enviados para as nações livres do controle burguês e aristocrático. Costurar alianças comerciais, militares e científicas tornam-se cada vez mais necessárias para a sobrevivência da revolução em Pindorama e para a expansão da revolução pelo Mundo.

Estrutura do Estado Sindicalista[editar | hide | editar código-fonte]

Conselhos Sindicais locais[editar | hide | editar código-fonte]

Os Conselhos Sindicais Locais são a base da República Sindicalista de Pindorama. Esses conselhos são responsáveis por administrar, a nível local, o ambiente de trabalho. Além da função produtiva, os Conselhos Sindicais Locais são os braços dos Conselhos Sindicais Distritais, responsáveis pela administração pública diretamente no local de trabalho. Seus membros são eleitos diretamente no local de trabalho com mandato de 5 anos.

Conselhos Sindicais Distritais[editar | hide | editar código-fonte]

Os Conselhos Sindicais Distritais são formados por delegados dos Conselhos Sindicais Locais, retirados dos mais diferentes locais de trabalho de um distrito particular. O papel do Conselho Sindical Distrital é administrar a economia, além da administração pública do distrito. Os conselhos distritais são organizados por território, mas também ramo produtivo.

Conselhos Sindicais Municipais[editar | hide | editar código-fonte]

Os Conselhos Sindicais Municipais são formados por representantes dos Conselhos Sindicais Distritais que se organizam por ramo produtivo e distrito. Os Conselhos Sindicais Municipais são as instâncias mais baixas para a produção legislativa. Além da produção de normas jurídicas, os C.S. Municipais são responsáveis pela administração econômica e política do município.

Brasão de Pindorama

Conselhos Sindicais Provinciais[editar | hide | editar código-fonte]

Os Conselhos Sindicais Provinciais são formados pelos presidentes dos Conselhos Sindicais municipais que se organizam por ramo produtivo e municipalidade e é liderado pelo presidente do C.S. Provincial, eleito por voto popular a cada 5 anos. Os Conselhos Sindicais Provinciais são responsáveis pela produção legislativa da província. Além da produção de normas jurídicas, os C.S. Provinciais são responsáveis pela administração econômica e política da província.

Conselho Sindical Nacional[editar | hide | editar código-fonte]

O conselho Sindical Nacional é a instância mais alta da R.S.P. Formado pelos presidentes dos C.S. Provinciais, que se organizam por ramo produtivo e província, sendo liderado pelo presidente do C.S.N. que, por sua vez, é eleito pelos diferentes presidentes provinciais em congresso de 5 em 5 anos. O presidente do C.S.N. é o comandante em chefe das Forças Armadas Revolucionárias de Pindorama (F.A.R.P.).

As principais facções da República Sindicalista de Pindorama[editar | hide | editar código-fonte]

bandeira do PTSP

Partido Tecnocrata Sindicalista Pindoramês (PTSP)[editar | hide | editar código-fonte]

O PTSP é um agrupamento político que congrega principalmente a burocracia sindical, os trabalhadores mais especializados da república e uma parte da intelectualidade Pindoramesa. Defendem o que ficou conhecido como "tecnocracia sindicalista", uma teoria política alicerçada na supremacia dos técnicos e que estes devem, por serem mais capacitados, comandar o Estado sindicalista. Acreditam que a sobrevivência da república sindicalista está diretamente ligada aos esforços científicos e produtivos, especialmente do setor secundário como base de toda a indústria nacional. Os seus interesses fundamentais estão na pesquisa e desenvolvimento, profissionalização e burocratização das forças armadas, isolacionismo político, fortalecimento dos poderes da casta burocrática, estreitamento da democracia e, em suma, uma sociedade onde as melhores mentes poderiam governar sem o constrangimento da mediocridade. Seu lema é: "O dever do revolucionário sindicalista é proteger a República Sindicalista".

Movimento Conselhista Revolucionário (MCR)[editar | hide | editar código-fonte]

Bandeira do MCR

O MCR é uma facção política com amplas bases. Seu programa traduz os interesses do operariado urbano e setores da intelectualidade Pindoramesa. Defendem o alargamento da democracia operária sindical, o fim da burocracia, elegibilidade direta e amovibilidade de todos os cargos públicos. Seus interesses fundamentais estão na indústria civil em detrimento da indústria bélica. Defendem que a segurança e estabilidade da república não podem ser priorizadas frente os direitos democráticos da população. Acreditam que uma república verdadeiramente sindicalista é organizada horizontalmente pelo trabalhador e para o trabalhador. Defendem a expansão da urbanização e industrialização do país, priorizando a questão da distribuição da produção, afim de garantir que cada pindoramês tenha o suficiente para uma vida digna. acreditam que influenciar os sindicatos dos demais países da região e do mundo, sem intervir militarmente em outras nações, é o caminho para a revolução mundial. Seu lema é: "O dever do revolucionário é fazer a revolução".

Partido Ecosindicalista de Pindorama (PEP)[editar | hide | editar código-fonte]

Bandeira do PEP
O PEP é um partido político formado por grande parte dos operários não urbanos. Os setores agrário e extrativista são uma parte significativa da economia Pindoramesa. Apesar de serem pouco concentrados geográficamente e, por tanto, menos capazes de grandes ações como as greves gerais de 5960, esses setores são extremamente influentes na política nacional, justamente pela capacidade do PEP em unificar quase que a totalidade do operariado extrativista e agrário de Pindorama. Seguem o conjunto de correntes políticas denominadas como "ecosindicalismo". São contra a concentração industrial em núcleos urbanos por defenderem um retorno a uma vida mais tradicionalmente pindoramesa, como o gradual abandono da cidade e reorganização produtiva para o surgimento de uma sociedade agrária fundada nas bases das antigas organizações tribais com perspectivas arqueofuturistas. Defendem maiores investimentos no setor primário e a exploração sustentável do meio ambiente. São isolacionistas continentais, ou seja, defendem a integração dos povos da Transletania como parte de uma mesma civilização, única e apartada dos demais povos do mundo que, por sua vez, também possuiriam filiação a uma determinada civilização orgânica. O seu lema é: "Ou a revolução será Pindoramesa, ou não será!".

Articulação Vanguardista internacional (AVI)[editar | hide | editar código-fonte]

Bandeira da AVI

A AVI é um agrupamento político composto quase que exclusivamente por Artistas, intelectuais e amplos setores da juventude Pindoramesa, especialmente os estudantes universitários. Seus interesses estão na expansão da revolução sindicalista não só no campo material, para os quatro cantos do mundo, querem avançar para os corações e mentes da humanidade, criar o "novo homem" e a "nova mulher" sindicalista. Os vanguardistas enxergam, nesse mundo meramente material, um jardim de prazeres e vontades enclausurado na jaula da vã moralidade burguesa, pretendem revolucionar a subjetividade dos trabalhadores ao redor do mundo destruindo a prisão psicológica da tradição. Não a toa, o vanguardismo reúne artistas e intelectuais no mundo inteiro não apenas em Pindorama. No entanto, essas experimentações artísticas arrojadas, vindas principalmente das grandes cidades, não são vistas com bons olhos pelas províncias e municipalidades menos urbanizadas, que veem na AVI uma afronta ao modo de vida tradicional de Pindorama. Ultra progressistas, Defendem a revolução internacional violenta para destruir os grilhões materiais que prendem as consciências da classe ao redor do mundo. Na verdade, a AVI é conhecida por apoiar a intitulada "doutrina da ultraviolência", que torna imperativa a necessidade de "destruir, da forma mais completa e permanente possível, tudo e todos que estejam presos ao passado burguês e aristocrático, as energias que acorrentam o progresso da existência humana nesta terra". Além disso, querem o fim de qualquer tipo de repressão estatal, ou social sobre as artes, cultura e ciências. Defendem que a sociedade deve voltar-se para o que seja arrojado e aponte para o futuro como expressão máxima da vontade. Seu lema é: "O passado está morto! O futuro nos pertence!"

I Ordem (I)[editar | hide | editar código-fonte]

Bandeira da I Ordem

O grupo reacionário, anti-sindicalista, neoliberal, conhecido como a "I Ordem" (primeira ordem), é uma facção ilegal em Pindorama. Acusados de diversos atentados terroristas contra a ordem sindicalista, o patrimônio público, assassinatos do alto funcionalismo sindicalista e direções políticas da 2ª república. Aparentemente, seu funcionamento é descentralizado. Até onde a Agência de Segurança Interna de Pindorama (ASIP) revelou ao público sobre as investigações, demonstram que a I Ordem atua por células de 3 a 8 indivíduos cada, estes agentes possuem treinamento e equipamentos de ponta. A última ação do grupo levou a morte do presidente provincial de Ôbaku, Luís Ferreira Omã, quando este estava no Distrito Federal para participar dos debates concernentes ao novo plano quinquenal. Após esse atentado, finalmente tornou-se impossível para a grande mídia pindoramesa esconder a existência desse alusivo agrupamento e seus objetivos.

Seus interesses são muito claros: 1) a defesa do retorno das instituições políticas da 1ª república de Pindorama, ou como o grupo se refere, "a primeira ordem pindoramesa". 2) Defendem o que chamam de "herança de Ulianov", um modelo de governo assentado no poder do caudilho e sua relação direta com o exército e o povo; 3) defendem o retorno das relações capitalistas de produção sobre o manto da "liberdade" e luta contra o "leviatã tirânico", que seria o Estado sindicalista; 4) defendem o rompimento com qualquer país sindicalista, ou que não respeite os direitos fundamentais, o que inclui o direito a propriedade.

Mesmo sendo um grupo indiscutivelmente pequeno, por serem profissionais das armas e contarem com os equipamentos necessários para realizarem suas ações, a I Ordem continua a disseminar o terror por toda Pindorama. No entanto, uma questão que ainda não foi solucionada é: como esse pequeno grupo de soldados profissionais conseguiu recursos para realizar tais ações em solo pindoramês. Muito se especula sobre os interesses que financiam a I Ordem, mas nenhuma conclusão definitiva foi ventilada pela ASIP. Apesar disso, a maior incógnita ainda é o quanto a rede de conspiração e contrarrevolução se alastrou em Pindorama.